Nestes dias, o que pode caracterizar um verdadeiro
diferencial competitivo em uma empresa? Dias estes em que, normalmente, já não
há mais o que ser considerado novo. Já não há novos modelos e ferramentas de
gestão que possam gerar impacto no mercado, não se vêem novas tecnologias
dentro das relações humanas que resulte em inovações nas formas de interação
entre as pessoas, e a falta de novas áreas a serem exploradas ou limitações nas
pesquisas científicas dentro deste aspecto agravam a situação.
Por isso hoje tem-se falado tanto em gestão da informação,
gestão do conhecimento, capital humano, capital intelectual, gestão por
competências, e muitos outros termos que sugerem um fim parecido para todos: a
valorização do saber.
Assim, hoje a empresa que se destaca em um mercado com
poucos diferenciais entre os concorrentes, é a empresa que tem em seu quadro
pessoas com capacidade de realizarem além daquilo que consta em normas e
solicitações gerenciais e que tem políticas e práticas de valorização de
pessoal, reconhecendo-os como capital humano, e suas contribuições e potenciais
como capital intelectual, sendo ambos agora reconhecidos, tangíveis e
mensuráveis (quando quantificados através de ferramentas de gestão).
Isso vai além de liderança, motivação, inteligência
emocional e outras características dentro de uma gestão estratégica de pessoas,
digo além porque todas estas citadas tem seu grau de relevância dentro da
organização e não devem ser substituídas, antes, acrescidas dessa nova forma de
gerir pessoas.
O maior problema enfrentado pelas empresas está na criação
de um ambiente que favoreça a comunicação para a construção de novos
conhecimentos. Problema este que não está na organização na forma física como
salas de leitura, biblioteca ou acesso à internet, mas na forma como a
comunicação se desenvolve entre setores, líderes e liderados.
As políticas e práticas de RH devem estar
inseridas no contexto de seu planejamento estratégico, e o RH como setor de
staff é o responsável em implementar medidas que favoreçam a livre circulação e
o desenvolvimento do conhecimento na organização através da socialização, e
transferência do conhecimento do nível individual para organizacional via
aprendizagem em grupo, disseminação e aplicação deste.

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