A Rio+20 deixou muito a desejar no que se refere a
resultados. O fatos principais que deixaram a desejar no documento final da
conferência da ONU e dos chefes de Estados denominado O FUTURO QUE NÓS QUEREMOS
foi a retirada do o fundo defendido pela china e Brasil de separar U$ 30
bilhões para ajudar os países mais pobres e a recuperação de áreas naturais; e
também a não transformação do PNUMA em agência de atuação permanente e
independente como a UNICEF, onde seria possível ações mais diretas e ágeis na
áreas mais necessitadas.
De positivo foi a decisão de separar parte do PIB dos países
desenvolvidos e em desenvolvimento para ações mundiais de desenvolvimento
sustentável, mas essa é uma atitude opcional por parte dos países (até mesmo os
que assinaram o documento), assim, torna-se difícil acreditar que países em
crise econômica, como alguns europeus, irão compartilhar parte de seu PIB.
No entendimento dos estudiosos, o ponto alto da conferência
foi definir uma data como meta, onde a partir de 2015 os países deverão criar
novas oportunidades de emprego e renda sem destruir o meio ambiente. Nesta data
também deverão ser reduzidos os incentivos fiscais para produção de
combustíveis fósseis.
A esperança está no engajamento das novas gerações, quando
através da educação ambiental que já tem ganhado espaço, uma nova consciência
predominará nos povos na preocupação de um desenvolvimento cada vez mais
sustentável.
Quem marcou o evento com sua presença e palavras foi Hilary
Clinton, que se comprometeu em realizar doação pessoal de U$ 20 milhões pelo
desenvolvimento sustentável. Esse valor corresponde a 1/10 do que foi gasto na
realização da conferência.
A presença de Hilary foi tão notada, porque não se espera
muitas ações dos EUA devido o histórico que já foi desenvolvido desde a Rio92
quando o então presidente George Bush não assinou o documento com os
compromissos desta conferência, sendo os norte-americanos os maiores poluidores
do mundo, e anos depois se recusaram novamente em assinar o protocolo de Kyoto,
que significa a recusa em diminuir a emissão de gases de efeito estufa.
Hilary ainda citou uma frase do Steve Jobs onde ela procurou
sintetizar o resultado do evento: “As pessoas não vão sair dali pensando
grande, mas pensando diferente.”.
Pela primeira vez houve um protesto em uma entrevista
coletiva de chefes de Estados, onde os protestantes se levantaram da plateia,
tomaram a frente dos líderes e gritaram; “Eles não nos representam! Queremos
uma democracia real!”
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| “O
Brasil deve se orgulhar em realizar com sucesso a Conferência Rio+20” Dilma Rouseff |
Para a presidenta do Brasil, Dilma Rouseff, a conferência
Rio+20 não alcançou todos os objetivos desejados, mas o balanço foi positivo e
acima de tudo foi o ponto de partida para muitos outros grandes resultados.
Paralelamente à Rio+20 aconteceu o evento livre e aberto a
todos os povos e nações chamado Cúpula dos Povos, onde a arte e manifestações predominavam
com o objetivo de chamar a atenção para aqueles que não tinham o poder de voz
no evento como mulheres, indígenas, africanos, crianças e outros. O sentimento
geral na Cúpula dos Povos era a frustração do fechamento do documento da
conferência sem abranger as questões sonhadas por estes, principalmente a
distribuição de riqueza e renda.
Ainda sobre a presidenta Dilma, a avaliação final foi que
valeu a pena este encontro, e o Brasil deve se orgulhar em realizar com sucesso
a Conferência Rio+20 e os avanços que aconteceram a partir da assinatura do
documento O FUTURO QUE NÓS QUEREMOS.
Aproximadamente às 21 horas do dia 22 de junho de 2012, a
presidenta do Brasil, Dilma Rouseff e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon
bateram juntos o martelo e deram como encerrada a Conferência das Nações Unidas
sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20
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| Distribuição
de riqueza e renda era o que desejavam na Cúpula dos Povos |






