segunda-feira, 25 de junho de 2012

Resultados da Rio+20


A Rio+20 deixou muito a desejar no que se refere a resultados. O fatos principais que deixaram a desejar no documento final da conferência da ONU e dos chefes de Estados denominado O FUTURO QUE NÓS QUEREMOS foi a retirada do o fundo defendido pela china e Brasil de separar U$ 30 bilhões para ajudar os países mais pobres e a recuperação de áreas naturais; e também a não transformação do PNUMA em agência de atuação permanente e independente como a UNICEF, onde seria possível ações mais diretas e ágeis na áreas mais necessitadas.

De positivo foi a decisão de separar parte do PIB dos países desenvolvidos e em desenvolvimento para ações mundiais de desenvolvimento sustentável, mas essa é uma atitude opcional por parte dos países (até mesmo os que assinaram o documento), assim, torna-se difícil acreditar que países em crise econômica, como alguns europeus, irão compartilhar parte de seu PIB.

No entendimento dos estudiosos, o ponto alto da conferência foi definir uma data como meta, onde a partir de 2015 os países deverão criar novas oportunidades de emprego e renda sem destruir o meio ambiente. Nesta data também deverão ser reduzidos os incentivos fiscais para produção de combustíveis fósseis.

A esperança está no engajamento das novas gerações, quando através da educação ambiental que já tem ganhado espaço, uma nova consciência predominará nos povos na preocupação de um desenvolvimento cada vez mais sustentável.

Quem marcou o evento com sua presença e palavras foi Hilary Clinton, que se comprometeu em realizar doação pessoal de U$ 20 milhões pelo desenvolvimento sustentável. Esse valor corresponde a 1/10 do que foi gasto na realização da conferência.

A presença de Hilary foi tão notada, porque não se espera muitas ações dos EUA devido o histórico que já foi desenvolvido desde a Rio92 quando o então presidente George Bush não assinou o documento com os compromissos desta conferência, sendo os norte-americanos os maiores poluidores do mundo, e anos depois se recusaram novamente em assinar o protocolo de Kyoto, que significa a recusa em diminuir a emissão de gases de efeito estufa.

Hilary ainda citou uma frase do Steve Jobs onde ela procurou sintetizar o resultado do evento: “As pessoas não vão sair dali pensando grande, mas pensando diferente.”.

Pela primeira vez houve um protesto em uma entrevista coletiva de chefes de Estados, onde os protestantes se levantaram da plateia, tomaram a frente dos líderes e gritaram; “Eles não nos representam! Queremos uma democracia real!”

“O Brasil deve se orgulhar em realizar
com sucesso a Conferência Rio+20”
Dilma Rouseff
Para a presidenta do Brasil, Dilma Rouseff, a conferência Rio+20 não alcançou todos os objetivos desejados, mas o balanço foi positivo e acima de tudo foi o ponto de partida para muitos outros grandes resultados.

Paralelamente à Rio+20 aconteceu o evento livre e aberto a todos os povos e nações chamado Cúpula dos Povos, onde a arte e manifestações predominavam com o objetivo de chamar a atenção para aqueles que não tinham o poder de voz no evento como mulheres, indígenas, africanos, crianças e outros. O sentimento geral na Cúpula dos Povos era a frustração do fechamento do documento da conferência sem abranger as questões sonhadas por estes, principalmente a distribuição de riqueza e renda.

Ainda sobre a presidenta Dilma, a avaliação final foi que valeu a pena este encontro, e o Brasil deve se orgulhar em realizar com sucesso a Conferência Rio+20 e os avanços que aconteceram a partir da assinatura do documento O FUTURO QUE NÓS QUEREMOS.

Aproximadamente às 21 horas do dia 22 de junho de 2012, a presidenta do Brasil, Dilma Rouseff e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon bateram juntos o martelo e deram como encerrada a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20
Distribuição de riqueza e renda era o
que desejavam na Cúpula dos Povos

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Soft Business - Uma nova leitura

Quando planejei desenvolver o Blog Você e Gestão, pensava trazer para a vida das pessoas a Gestão de Pessoas como algo real, prático e com significado, e sabia que isso só seria possível se eu fosse em direção às pessoas que ainda não tinham contato direto com as teorias da Administração e Recursos Humanos.

Para isso, tenho sempre postado nas publicações a realidade de pessoas comuns em seus ambientes de trabalho ou de desenvolvimento de carreira profissional, sempre em uma linguagem simples e acessível.

Hoje, isso virou tendência e já tem nome: SOFT BUSINESS. Para alguns, pode ser classificado como autoajuda relacionados ao trabalho, mas são na verdade publicações que em vez da linguagem técnica da Administração, utiliza-se mais da vivência, conceitos e práticas que qualquer pessoa se identifica.




Soft Business - Gestão ao acesso de todos.
O objetivo dessas publicações, do Blog Você e Gestão e semelhantes, é melhorar o desempenho profissional e/ou pessoal para pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho (independente da área de atuação) ou para aquelas que ainda encontram-se nas academias buscando sua formação mas que desejam já adquirir idéias e conselhos para seu desenvolvimento.

Tratando-se de livros, muitos já foram publicados e bateram recordes como O Monge e o Executivo; Pai Rico, Pai Pobre; Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes; Quem Mexeu no Meu Queijo; As 21 Leis Irrefutáveis da Liderança; O Segredo de Luísa; Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, e muitos outros.



O Blog Você e Gestão é exemplo do
Soft Business publicado nos sites da
internet.


Hoje é tão em alta as leituras de livros Soft Business que quem lê alguma dessas obras, torna-se fã e recomenda aos amigos, familiares; além de postar em redes socias buscando mostrar as pessoas que assim como foram contagiadas e enriquecidas com os ensinamentos práticos e seus resultados, desejam influenciar outras pessoas a também conhecerem essa nova moda.





Se você ainda não leu nenhum livro ou acessou páginas da internet nesse contexto, permita-se navegar pelas publicações do Blog Você e Gestão e reserve um tempo para conhecer um desses livros dessa tendência.

sábado, 2 de junho de 2012

GESTÃO DO CONHECIMENTO: O grande diferencial competitivo


Nestes dias, o que pode caracterizar um verdadeiro diferencial competitivo em uma empresa? Dias estes em que, normalmente, já não há mais o que ser considerado novo. Já não há novos modelos e ferramentas de gestão que possam gerar impacto no mercado, não se vêem novas tecnologias dentro das relações humanas que resulte em inovações nas formas de interação entre as pessoas, e a falta de novas áreas a serem exploradas ou limitações nas pesquisas científicas dentro deste aspecto agravam a situação.

Por isso hoje tem-se falado tanto em gestão da informação, gestão do conhecimento, capital humano, capital intelectual, gestão por competências, e muitos outros termos que sugerem um fim parecido para todos: a valorização do saber.

Assim, hoje a empresa que se destaca em um mercado com poucos diferenciais entre os concorrentes, é a empresa que tem em seu quadro pessoas com capacidade de realizarem além daquilo que consta em normas e solicitações gerenciais e que tem políticas e práticas de valorização de pessoal, reconhecendo-os como capital humano, e suas contribuições e potenciais como capital intelectual, sendo ambos agora reconhecidos, tangíveis e mensuráveis (quando quantificados através de ferramentas de gestão).

Isso vai além de liderança, motivação, inteligência emocional e outras características dentro de uma gestão estratégica de pessoas, digo além porque todas estas citadas tem seu grau de relevância dentro da organização e não devem ser substituídas, antes, acrescidas dessa nova forma de gerir pessoas.

O maior problema enfrentado pelas empresas está na criação de um ambiente que favoreça a comunicação para a construção de novos conhecimentos. Problema este que não está na organização na forma física como salas de leitura, biblioteca ou acesso à internet, mas na forma como a comunicação se desenvolve entre setores, líderes e liderados.
As políticas e práticas de RH devem estar inseridas no contexto de seu planejamento estratégico, e o RH como setor de staff é o responsável em implementar medidas que favoreçam a livre circulação e o desenvolvimento do conhecimento na organização através da socialização, e transferência do conhecimento do nível individual para organizacional via aprendizagem em grupo, disseminação e aplicação deste.